"Fazia questão de repetir": Renato Seabra insistiu numa frase quando confessou homicídio de Carlos Castro!
Quando foi interrogado pelas autoridades, num hospital de Nova Iorque, Renato Seabra não só se declarou culpado pelo assassinato de Carlos Castro como repetiu várias vezes uma frase.
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Dúlio Silva
- 24 ago, 17:26
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Renato Seabra matou Carlos Castro, a 7 de janeiro de 2011, no quarto número 3416, localizado no 34.º andar do Hotel InterContinental, em Manhattan, Nova Iorque. Depois de ter cometido o crime, o modelo, que mantinha uma relação amorosa com o cronista, saiu do local e acabou por apanhar um táxi, com o intuito de dirigir-se ao Hospital Saint Luke, uma vez que tinha cortado os pulsos.
Com receio de que Renato Seabra acabasse com a própria vida, o corpo clínico manteve o português sob vigilância. "Os médicos disseram-nos que iam transferi-lo, devido ao risco de suicídio, para o Hospital Bellevue, um hospital destinado a doentes mentais, e ele iria ficar internado aí", recorda Rick Tirelli, que integrou a primeira equipa de inspetores destacados para o homicídio de Carlos Castro, no programa da SIC "Portugal Criminal".
No dia seguinte à morte do cronista, o manequim falou pela primeira vez com a polícia. "Quando chegámos ao Hospital Bellevue, ele estava isolado e não nos permitiam falar com ele. Nessa altura, falámos com vários enfermeiros e administradores e explicámos a gravidade do que tinha acontecido no Hotel InterContinental", lembra aquele que foi, durante três décadas, inspetor de homicídios de Nova Iorque e que, aos dias de hoje, assume a função de consultor técnico policial de séries criminais. "Depois de bastante insistência, consegui convencê-los a deixarem-nos falar com ele", prossegue.
Para tal, foi chamado alguém para servir de intérprete, o inspetor Michael de Almeida, dos Crimes Automóveis. Os dois entraram numa sala com outro inspetor que também estava destacado para o caso e, lá, Renato Seabra disse que queria prestar declarações, preferindo falar em português.
Sobre o interrogatório, Rick Tirelli relata agora: "Ele disse então que... ele e o Sr. Castro tinham uma relação íntima, que o Sr. Castro era o parceiro passivo. Fazia questão de repetir isso: 'Ele é que era o passivo, não eu'. Insistia muito nesse ponto. Disse também que nunca tinham tido uma discussão antes deste incidente mas que, naquele momento, 'algo se apoderou dele'."
Atualmente com 36 anos, o modelo foi condenado a uma pena de 25 anos de prisão, com possibilidade de prisão perpétua. Renato Seabra permanece nos Estados Unidos.
O cronista tinha 65 anos.
Veja, agora, vídeos sobre o caso de Carlos Castro e Renato Seabra.
