Bruno de Carvalho está prestes a lançar-se na área da representação, através da respetiva peça de teatro, que se chama "Bardamerda para o Terrorista". A SELFIE esteve à conversa com o antigo presidente do Sporting sobre este ambicioso projeto que promete dar que falar.
Que balanço faz até agora?
Este processo demorou quatro anos, visto que o iniciei em 2021. Mas tinha de ser tudo perfeito, a equipa, o texto e, finalmente, é! O texto, inspirado na minha ideia, é um original do Pedro Sousa e ficou fantástico. A encenação do experiente Helder Gamboa está a ser preciosa. A química entre mim e o ator Mário Bomba está a ser determinante para a dinâmica da peça e a produtora Zita Aleluia é o esteio do sucesso. A partir dai, todo o processo está a ser muito positivo. Está a ser muito exigente, mas profundamente gratificante. Esta peça é um desafio pessoal e artístico e estou muito feliz com o caminho que temos vindo a traçar.
É um sonho tornado realidade?
Sem dúvida. Sempre quis experimentar a arte de representar e o teatro é a representação por excelência. "Bardamerda para o Terrorista" é a minha primeira peça e representa o início de uma nova etapa criativa que quero muito explorar. Seja em teatro, seja em televisão. Mas este início será em grande, com uma peça ao estilo de filme e com digressão por todo o Pais, durante, pelo menos, o resto de 2025 e 2026.
Como estão a correr os ensaios?
Muito bem! Ainda estamos numa fase preparatória, mais focada no texto, marcações e construção das personagens. Os ensaios de palco ainda não começaram, mas o trabalho de bastidores está intenso e cheio de grande e boa energia.
Já decorou o texto todo?
Já tenho cerca de 50 por cento do texto decorado, o que me deixa bastante confiante. Estou a trabalhar diariamente para dominar cada palavra com naturalidade e verdade.
Quanto tempo vai demorar a peça?
A peça terá aproximadamente uma hora de duração, o suficiente para agarrar o público do início ao fim com intensidade.
Para quando será a estreia?
Ainda não temos uma data fechada, mas está prevista para outubro ou novembro. Assim que for oficial, será anunciado com toda a pompa que merece.
E onde será a estreia?
A produtora está a ultimar detalhes, mas posso garantir que será num espaço com história, que respeita e valoriza o teatro. Um lugar onde o texto e a entrega dos atores possam respirar.
Já alguém assistiu a algum ensaio? Se sim, que feedback tem recebido?
Ainda ninguém assistiu a um ensaio completo, mas algumas pessoas próximas já tiveram um vislumbre do processo e têm-me dado um feedback muito positivo. Dizem que é surpreendente e que está a nascer algo muito forte.
Sem desvendar muito, como vai ser a peça?
É uma peça de ficção, de humor, mas com muito conteúdo de valores sociais e humanos. O bem e o mal, o certo e o errado, o herói e o anti-herói, as coisas bem feitas e as coisas mal feitas com a devida confusão e caos. A noção de que tudo o que fazemos vem com a respectiva fatura e, por isso, devemos tomar as decisões certas. Momentos de humor e desconforto. O título já deixa claro que não vai deixar ninguém indiferente. Vai ser direta, divertida, diferente, empolgante e com personalidade.
Depois desta podem vir outras?
Sim, esta é apenas a primeira. A vontade é continuar neste caminho e dar voz a muitas histórias em palco e na televisão. Já estou a pensar nos próximos textos e colaborações.
Está a gostar da sua veia como ator?
Muito! Está a ser uma descoberta fantástica. Encontrar a personagem, viver o texto, sentir o público, mesmo que ainda só em ensaio, é algo transformador. Estou a gostar mesmo muito. E tenho a certeza que o público vai adorar!
