Bruno Batista é comentador da CNN Portugal e do V+, e é, também, um dos vice-presidentes na candidatura de Luís Filipe Vieira às eleições do Benfica, marcadas para o próximo mês de outubro.
A SELFIE esteve à conversa com Bruno Batista, que nos falou sobre o clube da Luz, a televisão... e não só!
Como nasceu a sua ligação à CNN Portugal e ao V+ Futebol, do V+?
Comecei a minha vida profissional na rádio, depois mudei para a comunicação corporativa, durante anos escrevi em revistas como a Visão, porque o gosto por comentar, analisar e opinar sempre se manteve. Sou um bocadinho especialista em generalidades, gosto de ter um conhecimento superficial em todos os temas, e depois aprofundar alguns, nomeadamente aqueles que vou comentar.
A ligação começou pelo V+ e por causa do meu 'benfiquismo'. Sou um adepto muito ativo do meu clube, com opinião e que gosta de intervir no espaço público. Foi assim que aceitei o desafio para estar num painel do V+ como adepto encarnado. Depois disso, é porque gosto muito de política, nas últimas legislativas fiz uma análise semanal das campanhas dos partidos e, desde então, tenho tinha uma presença regular, até que acabou por se oficializar a colaboração como comentador da CNN Portugal.
O que é mais desafiante? Comentar notícias de política e atualidade ou analisar um jogo de futebol?
A análise à atualidade é racional, tem um método, é estudada e, claro, baseada sempre na minha matriz de valores sociais e políticos. Comentar um jogo de futebol é, para mim, completamente faccioso, porque sou um ferrenho benfiquista. É desse ângulo que comento e quero sempre que o Benfica ganhe!
Como vê o papel dos novos canais temáticos de futebol? Considera que estão a mudar a forma como se consome desporto em Portugal, nomeadamente futebol?
Já mudaram. O futebol ocupa um papel principal na oferta audiovisual à que os portugueses têm ao seu dispor. Praticamente desde as primeiras horas da manhã, até ao fim da noite, existe sempre no ar algum conteúdo sobre desporto. Para esta cobertura existir - e vai ao encontro da vontade que os portugueses têm de ver e ouvir futebol -, é porque existem novas ofertas de canais de cabo.
É uma presença assídua nestes dois canais. Quem é o Bruno - fora dos ecrãs - para que o espectador o conheça melhor?
Continuo a achar que sou um miúdo que nasceu no Alentejo, cheio de sonhos, que sempre gostou de desafios e que gosta, ainda mais, de os conquistar. Acho que a ambição deve fazer parte da nossa vida - sem ganância -, mas com vontade de fazer e de acrescentar valor todos os dias ao que fazemos. Fora dos ecrãs, tenho uma enorme paixão por animais, até há bem pouco tempo tinha três cães, o Ernesto deixou-nos depois de 13 anos muitos felizes. Agora, tenho o Erman e o Ercules, dois cane corsos, um deles com 80 quilos [risos], que são, simultaneamente, uns terroristas e os mais fiéis amigos. Não me resta muito tempo livre, além dos ecrãs, e do grupo de comunicação que fundei, a agenda é preenchida por muitos grupos de amigos e associações com as quais colaboro, como a CPO (Chief Portugal Officers), por exemplo, com eventos regulares, ou a Internacional Club. Se tivesse de mencionar algumas paixões além dos cães, talvez os relógios e carros. Gosto muito de viajar de carro. No ano passado, fui com a minha mulher, assim de impulso, até Champagne, em França. Fizemos cinco mil quilómetros em oito dias.
Como lida com a exposição pública? Já foi alvo de alguma crítica por algum comentário? Por exemplo, um comentário sobre futebol?
Muitas! E, por incrível que pareça, as piores que recebi foi de benfiquista, quando não concordam com as minhas opiniões. Mas lido bem, tenho uma regra fundamental que é a de nunca responder aos comentários nas redes sociais. Nem sempre é fácil, mas impus-me essa regra e tenho cumprido. Depois, na rua, também não acontece com frequência, mas quando me reconhecem, as pessoas são simpáticas. Há pouco tempo, um comentário político sobre a lei da imigração também gerou uma onda de ofensas nas redes sociais, mas esses heróis do teclado depois, ao vivo, não se manifestam. Mas confesso que a situação que me deixou mais sem jeito foi a de trocar o número de telefone com um pivô da TVI por outro tema, e o facto de ele saber o meu nome de cor quando gravou o número foi uma boa sensação.
Não posso deixar de abordar o anúncio que foi feito em relação à sua candidatura como vice-presidente do Benfica. Está preparado para este grande desafio caso vençam? O que pode prometer, desde já, aos benfiquistas?
Talvez seja o maior desafio a que já me propus. Não há nenhuma explicação para ser do Benfica, e para ter esta ligação amorosa e irracional com o clube. Sou do Benfica porque o meu pai é. Não há outra razão. Mas esta forma que temos que sentir um clube é única. Podemos mudar de partido, de marcas de roupa ou de carros. Até podemos mudar de amigos, mas nunca mudar de clube! Ao apresentar-me a sufrágio aos sócios, apresento um modelo de gestão e até de negócio para o Benfica completamente novo, onde a venda de talento não pode comprometer os resultados desportivos. Apresentamos novas receitas, com novas explorações de mercados, novos produtos, como conteúdo audiovisuais ou de merchandising. A forma como o Benfica se relaciona com os sócios e patrocinadores tem que ser alternativa! Temos uma visão que mostra um caminho de futuro para o Benfica, una estratégia de médio prazo e um plano de acção imediata, para transformar o Benfica em quatro anos e o colocar outra vez a ganhar. Espero que seja o início de una longa caminhada na Luz, tenho 43 anos e acredito que posso dar muito ao Benfica durante muito tempo.
Se Luís Filipe Vieira vencer, o Bruno assumirá as áreas de Marca, Comercial e Comunicação do Benfica. Que perceção tem da marca do clube, hoje em dia?
O Benfica tem na sua essência o futebol. É uma associação criada para vencer no desporto, e no futebol em particular. Desde a sua fundação até hoje, o Benfica deixou de ser só um clube de futebol, para ser uma instituição com grande relevância social, especialmente em portugal, mas que toca todos os portugueses pelo mundo, e uma marca com valores exemplares e com potencial de se tornar global. Para fazer esta transformação, o Benfica precisa, em primeiro lugar, de cumprir o compromisso com os seus sócios e adeptos, que é o de ganhar campeonatos em Portugal. O objetivo tem que ser 7/10. Numa década, temos que conquistar essa hegemonia, para depois voltarmos ao Benfica europeu. Quando o conseguirmos fazer, e acreditamos que em 10 anos poderemos recuperar esse Benfica, a marca pode tornar-se global e estar presente em mercados emergentes no futebol, como o americano ou asiático.
Veja, agora, algumas das melhores imagens de Bruno Batista, na galeria que criámos para si!
