Entrevistas

Bruno Andrade faz revelação inesperada: "Tenho medo de deixar de ser eu"

Das histórias profundas do cinema e da literatura às viagens que mais o impressionaram, Bruno Andrade mostra que as suas referências vão muito além do desporto. Entre paixões culturais, memórias de concertos e reflexões inesperadas, o jornalista e comentador desportivo revela um lado mais pessoal das escolhas que o inspiram no dia a dia.

Bruno Andrade

Entre cinema intenso, literatura marcante e destinos que despertam a imaginação, Bruno Andrade partilha com a SELFIE algumas das escolhas que o acompanham fora do universo do futebol. O jornalista e comentador desportivo revela referências culturais, lugares que o fascinam e experiências que o marcaram, num retrato pessoal no qual convivem curiosidade intelectual, humor e uma forma muito própria de olhar o mundo. ESCOLHAS by SELFIE, todas as semanas com a revista VERSA.

 

Filme/Série/Livro
Um filme: "O Segredo dos Seus Olhos" ("El secreto de sus ojos"). Uma série: "Chernobyl". Um livro: Ensaio sobre a Cegueira.

 

Restaurante
Jorge d'Amália, na Ajuda, em Lisboa, o dono do melhor bitoque do mundo... e arredores.

 

Concerto
Emicida (AmarElo). As duas vezes em Lisboa, inclusive. A não perder: João Gomes, "O Rei do Piseiro."

 

Lugar
Em Portugal? Sou mesmo apaixonado pelos Açores. Costumo dizer, aliás, que fui uma vaca açoriana feliz na encarnação anterior - e olha que sou agnóstico. No mundo? A cidade que mais me impactou foi São Petersburgo. Uma próxima viagem dos sonhos? Rodar pela Islândia.

 

Inteligência Artificial
Praticamente, não uso o ChatGPT, de verdade. Tenho um enorme medo de, aos poucos, deixar de "ser eu". Dito isso, uso raramente para situações totalmente aleatórias. A última? Estava a brincar com o meu sobrinho João e precisei descobrir quais são todas as personagens do tal "Brainrot", visto que conhecia apenas o "Tralalero Tralala".

 

⁠Desporto
Futebol, sempre que possível. Quase todo o jornalista desportivo é um jogador frustrado. Corria e nadava com certa frequência, mas há meses que estou parado. Pura preguiça mesmo. Preciso urgentemente de voltar a isso. Bem lembrado, obrigado.

 

Personalidade
Uma mulher: Frida Kahlo. Um homem: Sócrates (ex-jogador brasileiro e também ativista). Os dois, juntos, ajudaram a definir quem eu resolvi ser, quando, a partir dos meus 18 anos, comecei a passar por um (longo) processo de "desconstrução". Fictício? Tenho uma forte ligação ao Tintim.

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