O Tribunal Judicial de Sintra confirmou, esta segunda-feira, dia 15, a acusação do Ministério Público sobre o caso que opõe José Castelo Branco a Betty Grafstein. Assim sendo, o marchand d'art vai mesmo a julgamento, respondendo por um crime de violência doméstica agravada.
Em exclusivo à TVI, em declarações reveladas no "Jornal Nacional", José Castelo Branco quebrou o silêncio sobre a decisão instrutória. "Nunca escondi nada. Nunca escondi rigorosamente nada!", garantiu, deixando claro: "Claro que sou uma vítima de uma coisa tão mediática. Por amor de Deus! Tem dúvidas? Ninguém pode ter dúvidas disso".
O ainda marido de Betty Grafstein mostra-se tranquilo por ir sentar-se no banco dos réus. "Pedi sempre aos meus advogados que eu queria ir e que fazia questão de ir a julgamento. Se o caso fosse arquivado, não teria o mesmo sabor de vitória", afirmou, recusando prestar declarações sobre a acusação do Ministério Público: "Não quero saber do Ministério Público, porque o Ministério Público não pagou as minhas contas. O Ministério Público pôs-me numa situação que era absolutamente desnecessária. (...) Quem não deve, não teme. Sempre estive de consciência tranquila. Tudo o que fiz durante 30 anos foi por amor à minha Betty. Roubaram-me a pessoa que eu mais amava."
O advogado da antiga joalheira insiste na tese de que José Castelo Branco fugiu para os Estados Unidos, algo que o visado nega: "Neste momento, se me apetecer, meto-me num avião e vou tranquilamente a Portugal ou a qualquer outro ponto da Europa, sem temer ficar com uma ordem de restrição. De não poder sair do país, de não poder ausentar-me... Para já, sou americano. Em segundo lugar, vivo nos Estados Unidos há dez anos seguidos."
José Castelo Branco pode ser condenado a uma pena de prisão de até cinco anos. O arguido, contudo, não acredita em tal desfecho do processo. "Estou aqui, como um guerreiro, a lutar até ao fim. Porque as árvores, essas, morrem de pé", declarou.
