Caso António Pedro Cerdeira. Marina Mota garante: "Não vi agressões"
António Pedro Cerdeira é acusado de violência doméstica pela ex-companheira, Susana Silva.
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Ana Albernaz
- 30 abr, 13:35
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Decorre esta quinta-feira, dia 30, mais uma sessão do julgamento em que António Pedro Cerdeira é acusado de violência doméstica por Susana Silva, com quem manteve uma relação durante vários anos.
Marina Mota foi uma das testemunhas que foram ouvidas no Tribunal de Sintra e que, à semelhança dos outros inquiridos na sessão desta manhã, descreveu discussões e ambiente tenso, mas garantiu não ter presenciado violência.
"Não percebo porque estou aqui", afirmou Marina Mota, amiga de António Pedro Cerdeira e a quem Susana foi "apresentada como namorada" do ator, citada pela TVI.
"Vi sempre uma relação normal", acrescentou a atriz, contando que apenas assistiu a uma discussão durante uma viagem de carro: "Fui no carro com eles e lembro-me de terem uma discussão, já no regresso a casa. Lembro-me do António dizer: 'Susana estás bêbada, como sempre'. Não consigo lembrar-me de mais nada, mas essa frase ficou-me na memória. Tentei até dizer-lhes para terem calma, mas são coisas vagas na minha memória. Não era um monólogo, era uma discussão entre duas pessoas. Não conheço a Susana o suficiente para saber se bebia ou não com frequência. Não a vi a vomitar, cambalear, nada. Foi a única situação. De resto, vi sempre uma relação normal."
No âmbito do processo foi ainda ouvidas mais três testemunhas, Carlos Alexandre, Ana Cristina Barros, e Odília Bento. Esta última relatou o dia em que António Pedro Cerdeira colocou as malas de Susana Silva à porta de casa: "Quando chegámos, o António não estava e ela tinha as malas no jardim.
Odília Bento revela que, perante aquele cenário, Susana Silva se terá descontrolado: "Partiu os vidros para entrar. Ela estava fora de si. Nunca vi ninguém assim. Liguei ao António, que voltou e chamou a GNR. Ele não entrou em casa enquanto ela lá esteve. Entretanto a GNR chegou e conseguiu ficar com a Susana dentro do quarto deles. Nunca vi nenhuma agressão nem ofensa verbal. Este foi um episódio assustador, mas nunca vi nada de mal."
O Ministério Público pede, neste processo, uma pena efetiva de três a cinco anos de prisão para o ator, caso se prove que este exerceu, de facto, violência contra a ex-namorada.
