Entrevistas

André Nunes fala sobre "exigente" desafio: "Aprendemos uns com os outros"

A SELFIE esteve à conversa, em exclusivo, com o ator André Nunes.

Conhecido do grande público, por ter dado vida a Gil na telenovela da TVI "Ilha dos Amores", André Nunes construiu uma carreira sólida em televisão, cinema e teatro. Hoje, essa experiência serve de base a um novo papel, o de formador na Academia Mundo das Artes (AMA). O projeto aposta, de acordo com o que o artista disse, em exclusivo à SELFIE, no "ensino prático da representação para câmara, mantendo um corpo docente constituído por profissionais no ativo".

"Cada semestre termina com um trabalho audiovisual, e a formação privilegia a compreensão do corpo, do movimento e da voz para preparar os alunos para o mercado. O objetivo é criar atores capazes de se adaptar às necessidades do sector e de se tornarem também criadores e produtores dos seus próprios projeto", referiu.

Numa sala do edifício da AMA, em pleno bairro de Campo de Ourique, em Lisboa, André Nunes dirige um grupo de alunos como se estivesse num set de filmagens. Há câmaras e microfones, os ensaios são gravados e revistos e cada gesto é sujeito ao escrutínio do formador.

"Dou formação há cerca de cinco anos. As aulas de representação culminam numa apresentação ao vivo em palco, com público; porque assim eles sentem a adrenalina e percebem o que é estar presente, visível, a trabalhar a voz e o corpo em conjunto com os colegas. A formação na AMA assenta em praticar desde o primeiro dia. Trabalhamos muito a criatividade e a imaginação, os instrumentos do ator", destacou.

No entanto, o formador da referida escola reconheceu que nem tudo é perfeito: "Irrita‑me quando há conversas laterais ou quando os alunos estão agarrados ao telemóvel".

"A turma é muito importante; aprendemos uns com os outros, trabalhamos em grupo, os contactos que fazemos são interessantes. O que mais gosto em dar formação é conhecer as personalidades dos alunos, a sua criatividade e o seu processo: como é que se entregam sem reservas. O que dá mais gozo é quando começam a brilhar, quando sentem a representação; no palco sentem as gargalhadas do público, o drama, estão mesmo envolvidos… e eu fico orgulhoso por ver como conseguem fazer", contou André Nunes.

"A formação é bastante exigente e trabalhosa, talvez até mais do que representar, mas o contacto humano é uma fonte inesgotável de inspiração. A AMA é uma das melhores por causa da estrutura, da organização e da ligação que temos. Os alunos são desafiados através de atividades, mostras de trabalhos e apresentações entre turmas e anos. Há uma grande diversidade de professores nas várias áreas e uma boa comunicação entre eles, o que permite conhecer melhor os alunos e ajustar a forma de trabalhar", rematou o conhecido artista.

Veja, agora, as imagens, na galeria que preparámos para si!

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