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Andreia Dinis abre o coração: "Tenho pena é que a minha mãe não esteja cá com a neta"

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A SELFIE esteve à conversa com Andreia Dinis, para saber mais sobre o novo projeto da atriz "Ding Dong". Houve ainda tempo para Andreia Dinis arbir o coração sobre o papel de mãe e a falta que sente da progenitora.

Como está a ser regressar à representação, estreando-se em teatro com a peça "Ding Dong"?

Está a ser um projeto muito prazeroso. É uma descoberta diária. Ver como a reação do público difere de dia para dia. Conseguir fazer rir e ver como as pessoas saem bem-dispostas, da peça, faz-nos sentir que estamos a fazer um bom trabalho.

Apesar de já ser atriz há 16 anos, só agora sentiu que era o momento certo?

Obviamente que já tinham existido convites nesse sentido, mas nunca me tinha sentido tentada a avançar. Neste projeto, reuniram-se todas as condições para que tal acontecesse. Produtora, texto, encenação, elenco...

O teatro está a revelar-se uma paixão?

Sem dúvida. Apesar do receio inicial e da responsabilidade, está a ser tudo aquilo que sempre me disseram que seria. A adrenalina, o feedback imediato....

Traição, vingança e alguma confusão à mistura são os ingredientes principais desta peça. Por que as pessoas não podem perder?

Não levantando o véu... Se as pessoas querem passar 2 horas de pura diversão e muitas gargalhadas... "Ding Dong" é o programa certo.

O que é que podemos retirar desta comédia?

Que a vida, tal como na peça, é feita de enganos e desenganos. O mundo é pequeno e tudo o que fazemos acaba por ter um retorno. Para o bem e para o mal.

Como é que tem sido trabalhar com este elenco?

Maravilhoso. Somos 2 homens e 4 mulheres que conseguiram uma ligação especial, um entrosar de personalidades (referentes às personagens) que faz com que o trabalho de um complemente o trabalho do outro. E ter uma das minhas melhores amigas, Núria Madruga, (com quem já tinha trabalhado no elenco de uma novela na TVI) no elenco, é um prazer enorme.

Recentemente, prestou uma homenagem à sua mãe nas redes sociais. É uma dor que não se apaga? De que mais sente saudades?

É sempre lembrada, diariamente. Os posts que faço são no sentido de marcar alguma data mais marcante. É uma dor amenizada pelo tempo, mas uma saudade acrescida. Sinto saudades de tudo, impossível não ser assim. Mas o que mais tenho pena é que a minha mãe não esteja, fisicamente, cá, com a neta.

Há mais de 22 anos que tem ao seu lado o Daniel. Nunca pensaram em casar?

Não foi algo que tenha estado nos nossos planos. Temos um compromisso longo, estável e um vínculo para a vida... a nossa filha.

Qual é o segredo da vossa relação?

Não há segredos. Há uma aprendizagem diária. Há respeito, carinho, amor, diversão....

Agora que a Flor tem 8 anos, gostavam de voltar a ser pais?

Eu gostava, mas não está nos nossos planos.

Como é a Andreia enquanto mãe?

Sou uma mãe presente, divertida, compreensiva, permissiva qb., imponho regras, também me zango, também castigo, mas, acima de tudo, tento compreendê-la e fazê-la ver que, quando o faço, é porque algo não podia ser assim.

E a Flor, é parecida com a mãe?

A Flor é uma menina deliciosa. Tem muitas características da mãe e do pai. Impulsiva como a mãe, criativa como o pai e brincalhona como ambos. É a filha que sempre sonhámos ter.