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Ricardo Carriço comove-se: "A primeira pessoa que quero abraçar é a minha mãe, de 83 anos"

A SELFIE desafiou Ricardo Carriço a falar-nos sobre a primeira pessoa que vai querer abraçar e beijar quando esta pandemia do coronavírus terminar.

Visivelmente comovido, o ator aceitou o desafio e abriu o coração.

"Obviamente que a primeira pessoa que quero abraçar é a minha mãe. É uma senhora com 83 anos, que, como é óbvio, está num grupo de risco", começou por contar Ricardo Carriço.

Os afetos, que antes eram uma constante na vida do ator, parecem ser, agora, aquilo de que mais sente falta.

"Nós sempre tivemos o hábito de nos tocarmos, de nos abraçarmos... e isso faz falta, não só a mim, como a ela lhe está a fazer imensa falta. Ela tem alguma dificuldade em compreender tudo isto, apesar de ser uma mulher bastante inteligente, mas custa-me ir lá a casa, entregar-lhe as coisas pela varanda, não haver uma proximidade entre mãe e filho. Obviamente, a mim também me faz muita confusão, portanto, sim, ela será a primeira pessoa a quem eu vou a correr dar um abraço. Depois, os meus irmãos, o meu irmão João, o meu irmão Zé... a família toda! E saber que estão bem. Bora lá! Isto vai correr bem, porque nós queremos abraçar-nos muito", sublinhou Ricardo Carriço.

Nesta época de incertezas, Ricardo Carriço decidiu lançar, também, um tema carregado de esperança, através do qual espera poder contribuir para a serenidade e o conforto de todos. Chama-se "Lisboa que vem do mar Eu Viverei".

"Entre projetos adiados (e em gaveta), surgiu esta canção, que, agora, mais do que nunca, faz sentido. Pelo hino de esperança à vida e às cidades, que, agora, vazias e silenciosas, escrevem nas suas ruas e vielas a coragem da alma de cada um, quando a ordem do dia é enfrentarmos, desde casa, esta batalha que a vida a todos impõem! Seja lá como for, eu viverei!!! Viveremos todos...com a certeza de que, juntos, vamos voltar a encher de alegria as cidades do nosso país!", frisou.