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Matilde Breyner: "O desafio foi conseguirmos fazer bem com pouco"

Sara Salgado, Matilde Breyner e Ana Sofia Martins

Matilde Breyner faz parte do elenco da curta-metragem "#Blessed", realizada por Diogo Lopes, e a Selfie falou em exclusivo com a atriz sobre este recente desafio que a entusiasmou bastante.

É já em setembro que estreia a curta-metragem #Blessed, qual vai ser o seu papel?

A curta-metragem #Blessed, conta a história de duas amigas, Vera (Matilde Breyner) e Leonor (Sara Salgado), com demasiada predisposição para esmiuçar as futilidades das redes sociais e que se vêem arrastadas para uma confrontação que as irá obrigar a lutar pela vida. A minha personagem é uma miúda comum, com uma personalidade muito vincada e que vive agarrada às redes sociais, mas que revela uma certa frieza em situações inesperadas.

Qual foi o maior desafio, ao gravar esta curta-metragem?

Acho que o principal desafio foi o mesmo para toda a equipa: conseguirmos fazer bem com pouco. Toda a gente contribuiu com o melhor que tinha e com muita dedicação. Fizemos esta curta sem qualquer tipo de apoio e acho que o facto de estarmos nomeados para o MotelX revela que o desafio foi superado.

Como surgiu o convite para integrar o elenco?

Conheci o Diogo Lopes, o realizador e autor da curta-metragem, através de amigos que trabalham no meio. Já tinha sido convidada a integrar um outro projecto do Diogo mas na altura não me foi possível. Por isso quando surgiu o segundo convite, não hesitei. Conheço parte do trabalho do Diogo e sei que ele ainda vai dar que falar. Quando aceito este tipo de projectos tenho que ter total confiança na equipa e tem que ser alguma coisa que me desperte o interesse, artisticamente falando. O Diogo faz parte daquele grupo de pessoas que faz omeletes sem ovos e, ainda assim não desiste, e eu tenho muito orgulho em fazer parte desse grupo também. E depois a equipa que se juntou foi a equipa certa. A Ana Sofia também não hesitou, quando lhe lancei o desafio, porque apesar de ser uma personagem mistério, achei que ela era perfeita para o papel, e como já tínhamos falado que queríamos fazer coisas diferentes, esta foi a oportunidade certa.

Sabendo nós que prefere a comédia, como foi trabalhar com o terror?

O tom da curta é o humor negro. Apesar de se tratar de uma situação assustadora, o guião está tão bem escrito que lá no meio ainda conseguimos rir de tudo aquilo. E isso foi o que mais me aliciou. Fazer uma personagem séria, que é apanhada numa situação surreal, e que ainda assim é tudo tão caricato que chega a ser engraçado. No fundo é uma crítica ao papel das redes sociais nos dias de hoje. Dá que pensar...