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Melânia Gomes revela como consegue conciliar a maternidade com a carreira: "Um trabalho de equipa"

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A atriz conta como foi regressar ao trabalho, para a peça "Ding Dong", apenas três meses após ter sido mãe de Mafalda.

O Teatro é uma grande paixão?

Sim, desde sempre! A minha primeira memória - estou sempre a dizer e a repetir isto em várias entrevistas - sempre foi relacionada com o Teatro. Lembro-me de mim na escola, no infantário, a fazer peças de teatro e foi algo que descobri muito cedo. Sempre trabalhei nesse sentido e, enquanto as outras crianças estavam no recreio a brincar, eu estava a ensaiar e a decorar textos. 

Fazer Teatro, em Portugal, nem sempre é fácil... tem conseguido fazer todos os projetos que deseja?

No geral, sempre tive muita sorte, mas não fiz sempre os projetos que queria. Aliás, gostava de experimentar outras coisas e outro tipo de papéis. Gostei muito do tempo em que trabalhei com a Companhia de Teatro de Almada - que é uma referência - e de ter sido ensaiada pelo Joaquim Benite. Gostava de ter conseguido trabalhar mais tempo com ele, bem como de trabalhar com outros encenadores. Gostava muito de trabalhar no Teatro Aberto, com o João Lourenço, ou na Comuna, com o João Mota... Enfim, temos tantos bons encenadores no ativo e com um trabalho incrível, que, como atriz, gostava de fazer parte da história desses teatros.

Há alguma peça que sonhe de representar?

Sou profissional desde os 18 anos e tenho curiosidade de fazer um dos clássicos. É ingrato estar a falar de encenadores e destacar o trabalho de uns em detrimento dos outros. Tenho 35 anos e, certamente, terei oportunidade de trabalhar com alguns deles, mas sou sempre muito grata a cada projeto e equipa que se cruzam no meu caminho, com os quais tenho aprendido muito. Tenho tido, também, a oportunidade de trabalhar para o grande público e, fazer rir os outros, é uma benção. Sinto-me sempre muito feliz! Fiz, ainda, um monólogo, escrito por mim, com o Alexandre Ferreira e o meu marido, Mário Redondo, e esse espetáculo preencheu-me, por reunir as minhas maiores qualidades como atriz, ao fazer uma tragicomédia.

O público está a reconciliar-se com o Teatro?

Sempre houve público, porque sempre houve interesse pelo Teatro, sobretudo por comédias e espetáculos para grande público. Se o espetáculo for bem divulgado, há sempre interesse e público para o ver. Mais teatros e mais oferta alternativa houvesse, mais público conseguiríamos ter. E produtoras como a Yellow Star têm feito um excelente trabalho na divulgação e já temos espetáculos marcado até julho do próximo ano.

Como está a ser protagonizar a comédia familiar "Ding Dong"?

Está a ser muito divertido e já temos casa esgotada! Claro que, também, cansativo, até porque começei a trabalhar três meses após ter sido mãe, pelo que tive de gerir tudo. Tive ajudas, não só familiares, mas também da própria produção que tem sido impecável.

Traição, vingança e alguma confusão à mistura são os ingredientes principais da peça. Por que motivo as pessoas não a podem perder?

É impossível sair indiferente e não rir, do princípio ao fim. É super divertido, tanto para o público, como para os atores. É um texto muito bem disposto e divertido, muito bem encenado, com momentos hilariantes, de ir às lágrimas a chorar a rir. Nos bastidores, o elenco tem de se controlar para não se ouvirem as gargalhadas na plateia, o que denota o quanto nos divertimos. Mesmo após algum tempo em cena, continuamos a rir descontroladamente com determinados momentos! Adoro fazer rir as pessoas: a gargalhada é algo muito mais genuíno e espontâneo do que as palmas, que, muitas vezes, se batem por boa educação.

Como está a ser trabalhar com este elenco?

Já tinha trabalhado com alguns deles e há outros com quem estou a trabalhar pela primeira vez, como é o caso da Andreia Dinis, que se está a estrear em Teatro. Mas tem sido um ambiente fantástico, num grupo de pessoas improváveis, que funcionam muito bem juntas. É uma união super feliz, daquelas coisas que acontecem uma vez na vida.

Foi mãe recentemente. Como é que tem conciliado o papel de mãe com o trabalho?

Foi um trabalho de quipa, com a ajuda do Mário e da minha avó. A minha avó acompanhava-me em todos os ensaios e era ela que ficava com a Mafalda. Sempre que a Mafalda queira mamar, eu parava o ensaio, para lhe dar de mamar. Não só tive esse apoio  familiar, como tive o apoio da produção, que permitiu que elas estivessem presentes e eu pudesse parar o ensaio para dar de mamar à minha filha. Sem essa ajuda, teria sido mais complicado continuar a amamentar como era meu desejo. Não seria tão fácil para outras mães que não têm as mesmas condições. Aliás, eu continuo a amamentar e quero fazê-lo enquanto puder.

Ser mãe era um sonho? 

Foi um bebé muito planeado, ao fim de dez anos de casamento. Mas não era um sonho de sempre. Foi planeada para nascer na altura certa e quando estávamos preparados para a receber. Não faço nada sem pensar bem antes. Ter um filho é algo muito importante e sério, não se pode decidir assim num ímpeto.

E a Mafalda vai ser filha única ou está a pensar dar-lhe um irmão?

Eu gostava de ter mais filhos, mas, para já, não. Acho que ela é muito pequena e eu, também, quero voltar à televisão e o ritmo aí é muito mais exigente, para poder tomar conta de um bebé e dar a assistência que eu considero necessária um filho ter. Portanto, vou esperar mais uns aninhos para dar um irmão à Mafalda.

Como é a Melânia enquanto mãe?

Tento ser uma pessoa muito equilibrada e muito saudável, e, na maternidade, também. Gosto muito de estar com a minha filha, mas também quero que ela esteja em contacto com outras pessoas e que interaja. Ela ir para o teatro com três meses foi ótimo e é uma bebé muito sociável. Acho que os filhos são um pouquinho aquilo que os pais são...