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Magda Burity sobre o "Big Brother": "Sofia e as mensagens de Amor. Carina e a 'fama'"

Magda Burity

Devo-vos esta crónica há muito tempo. Não sei se vou continuar a escrever sobre o próximo "Big Brother", mas tenho o compromisso comigo e convosco de irmos juntos nesta edição até ao fim. 

Como cronista tenho a liberdade de expressar o que sinto e, se tiverem paciência para ler todas as 20 crónicas anteriores, vão perceber que na REVOLUÇÃO não foram os concorrentes que me agarraram e, sim, o comportamento deles durante a sua passagem pelo programa e, consequentemente, o espelho de uma sociedade que existe, que está triste e ausente de valores, e não é exceção.

Confesso que fiquei feliz com a saída da Sofia. A concorrente que viajou por mais países do que os meus dedos das mãos, dos pés e das tranças postiças, que estou a usar ultimamente, conseguem contar de mundo não mostrou nada. Nunca me referi à viajante nas minhas crónicas, porque achava que o que fazia em relação ao Pedro era excesso de autocomiseração e senti-a como um Peter Pan dentro da casa, já que, nos seus poucoxinhos 38 anos, sempre se posicionou com uma cabeça de 16.

Tinha sempre que justificar as suas ações na casa com a mensagem de amor que, para quem a observava de fora, só via a plantação de discórdia, através da vitimização e insistência no não assunto. O Pedro, o alvo, e a Carina, naquele dia de nomeações, foram a gota de água para perceber o estilo de abordagem da Sofia. 

Não gostaria de a ter como colega. 

Depois de ver aquela entrevista super fácil no "Você na TV!" confirmei tudo e, de facto, tanta mão ao peito e tanta paz e amor faz-me lembrar o André Filipe noutra versão "Namasté" e que, feliz e aparentemente, já está bem e teve a sua aparição "brocular" em grande, durante a gala passada. Am I too late? Isto é: estou eu muito atrasada a falar-vos da gala anterior no dia da gala de hoje?

Depois vem a Carina. Poderosa. Qual Anitta, a cantora emergente que acumula escândalos e sucessos e se acha a "dona do pedaço". Será que a Carina tem noção de tudo o que fez esta semana? Que fazer de pombo-correio cá de fora diz muito mais dela do que dos outros?

Acho que não.

Mas isto é um reality show e, por isso, é que voltou, mais uma vez, em cliché renovado com as roupas das boutiques - lembram-se de que o sogro apostou na roupa dela para entrar no programa? - e com o ego inflamado por ter conhecido "bué da gente dos realitys". Respeito, mas fico preocupada com este mundo pop up que, desde há 20 anos, nos traz conteúdo e diversão mas, ao mesmo tempo, uma reflexão sobre a ausência de horizontes. Não interessa quais e um dia destes aprofundo melhor. 

Acrescento a este cenário, a sua língua afiada, que penalizou um grupo inteiro. Mais valia a menina das roulottes continuar a fazer presenças virtuais no Instagram do que trazer zero à casa e ao jogo.

2021, vem rápido que já deu.