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Magda Burity sobre o "Big Brother": "A culpa é do Pedro!"

Magda Burity

A poucas horas de um dos concorrentes sair da casa, dou por mim a pensar na última sexta-feira e naquele drama à volta do Pedro e da forma como os seus colegas conseguiram fazer-me agarrar ao "Big Brother – A Revolução" mais um bocadinho.

E as minhas ilações são estas: acham mesmo que a culpa de o Renato chorar, de a Carina "se passar", de o Michel finalmente reagir na madrugada da segunda-feira passada e de a Sofia se vitimizar é do Pedro?

Eu acho que não.

Acho que, apesar de tudo, o Pedro está em desvantagem em relação a um bando de concorrentes imaturos, que está a ocupar aquela casa linda, que já foi tão bem frequentada, e acaba por ser o saco de boxe da maior parte dos meninos revolucionários. 

Tudo bem que o Pedro, se o transportasse para o meu grupo de amigos da adolescência, seria aquele que estaríamos sempre a mandar calar e a dizer para ele parar com as brincadeiras parvas. Mas nunca seria excluído do grupo ou maltratado de forma massiva, porque só não vê quem não quer que não guarda rancor.

Não é fácil entrar num grupo que já está coeso. Muito menos num grupo mesquinho, infantil e que não tem a noção do que é empatia. Basta perceber o que aconteceu com a situação da Joana, a semana passada, em que todos assistiram ao espetáculo de agressão gratuita do Rui Pedro, sem mexer uma palha. 

Isto faz-me refletir o que é que eles foram fazer para o confessionário com o Pedro, mais uma vez, se a única coisa que fizeram foi desrespeitá-lo. Principalmente a Carina, na qual já não consigo encontrar um equilíbrio entre os momentos divertidos das histórias que conta da sua vida aqui fora e a má educação que tem em relação a ele e a tudo que a desagrada. 

Confesso que, nesta crónica, gostaria de estar a defender mulheres. Gostava de enaltecer a caminhada e evolução delas na casa, mas zero. Nada. E sinto vergonha alheia do que tenho assistido. Mesmo. Até achava que a Sofia, em vez de se comportar como uma fire starter, podia ser uma mediadora entre o grupo e o Pedro. Mas está tudo muito mau, mesmo.

A única pessoa sensata é a Zena. Tem-se mantido fiel a si mesma e não treme, muito menos a ser justa em relação ao Pedro, quando uma casa inteira demonstra uma intolerância atroz.

A minha questão não é defender o Pedro, mas refletir convosco sobre intolerância e como uma bola de neve de pessoas intolerantes pode ajudar a tornar um mundo pior. 

Vamos ver se hoje à noite quem vota consegue perceber isso. 

Saravá.