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Magda Burity comenta o "Big Brother": "Os castigos, as privações e a liderança"

Magda Burity

Têm sido dias difíceis na casa mais vigiada do país. Tão difíceis que os concorrentes do "Big Brother - A Revolução" ainda não perceberam a eficácia das câmaras e dos profissionais que estão atrás delas para, de uma vez por todas, entenderem que não vale a pena tirarem as pilhas, sussurrarem e quebrarem as regras da casa.

É como diz a célebre frase da Ana Arrebentinha:"Se não estavas capaz, não vinhas!"

Neste contexto, e voltando ao jogo, este programa tem regras. Logo, tem sanções. Sempre assumi que "do meu sofá" me ia concentrar no impacto das ações dos concorrentes e de como elas podem servir de exemplo, ou não, para nós refletirmos, cá fora, sobre a forma como conduzimos a nossa vida e nos colocarmos no lugar dos outros.

Mais uma vez, foram sancionados com a ausência de tabaco, e, agora, de café. Ninguém merece e, até, fico com pena deles. Mas, se fizermos o exercício ao contrário, eles já não tinham tido a experiência da semana anterior?

Já não tinham tido o tempo, que não lhes falta, para pensarem em não quebrar regras e que, ali, não é a casa da Joana? Às vezes, até parece o episódio da máquina de lavar a roupa e da cozinha, mas não vou dar em cima da miúda, vá! Já não lhe basta estar sem os cigarros?!

Não sou especialista, por isso não me vou alongar neste tema, uma vez que há profissionais capacitados para o fazerem. Mas o senso comum e a minha própria experiência dizem-me que as privações nos tornam mais irritadiços, conflituosos e confusos – termo moçambicano de que gosto muito.

É, por isso, que tem havido mais confusão na casa e, claro, que a Carina, com o seu perfil mais explosivo, se destaca. Está privada da sua adição, que é o tabaco.

Eu, quando inicio uma dieta ou uma reeducação alimentar, também fico irritadiça, nos primeiros dias, com a privação de açúcar ou outras asneiras que estou habituada a consumir. Que tal emanarmos empatia para a miúda, que até está a tentar controlar os palavrões e entender que alguns comportamentos dela e dos seus colegas na casa são consequência da privação?

Para nós, que estamos aqui em cima do muro, é super fácil julgar, uma vez que nos estão a dar conteúdo. E, finalmente, o reboliço na casa é maior. Cada tiro, cada melro, ou cada grito, cada estrondo.

Não simpatizo especialmente com este grupo, não me agarra ao jogo, mas coloca questões. Se pudesse falar com eles, sugeria que, nesta fase, em que estão de castigo e não conseguem controlar-se, usassem mais a equipa de psicólogos da casa, que está ali à disposição, em vez de serem tão mesquinhos uns com os outros. É uma questão de saúde mental aguentar aquele tranco, mas sinto que nem lhes passa pela cabeça.

Aqueles romances mexicanos... Zena, André Abrantes, Renato e Jéssica... são pouco perenes, por enquanto, e, para não me alongar muito, vou dar os parabéns à Andreia, que tem tido uma semana difícil de liderança, mas está a agarrá-la bem!

"Last but not the least", o salvamento do Pedro também lhes puxou ali o nervo!
Saravá.