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Magda Burity comenta o "Big Brother - A Revolução": "Não era para ser assim"

Magda Burity

Começo por celebrar mais um ponto positivo que a Ana Catharina, ex-concorrente do "Big Brother 2020", acrescentou, esta quarta-feira, dia 16, ao timeline dos reality shows. Depois de ter sido convidada por uma deputada para passear a sua Xuxa na Assembleia da República, animal que não escolheu e acabou por adotar para si (porque, afinal, a causa animal é uma das que defendeu na casa e continua a defender no dia a dia), foi a vez de receber -  com distinção -  o certificado de apadrinhamento da Burra "Dália".

A Associação para o Estudo e Proteção do Gado Asinino considerou que a professora de yoga reúne todas as condições para esta responsabilidade, que acredito vai agarrar com afinco. Agora, senti-me como o meu querido avô a falar, quando me elogiava e me empoderava para algo, mesmo sem eu saber.

De regresso à "Revolução", iniciei o meu texto com um exemplo da concorrente do anterior reality, do mesmo formato, para refletir aqui, entre nós, que somos as escolhas que fazemos todos os dias.

Ninguém tem de ir para a casa mais vigiada de Portugal com causas ou com uma agenda e propósito, que sei que nada teve a ver com a Ana Catharina, mas sair de lá como um exemplo para uma sociedade, que precisa de se alinhar, já é um ganho.

E isso a Ana Catharina tem conseguido, sem recorrer àquela máxima de "aproveitar o momento"!

Tendo em conta os últimos acontecimentos desta semana, dentro e fora da casa, o que é então "aproveitar o momento" para os concorrentes do "Big Brother"? São as parcerias com marcas, os escândalos e, mais recentemente, ameaças de morte com direito a tempo de antena?

A desistência da Carina e, antes, do Rui Pedro, porque achavam que estavam com uma péssima imagem aqui fora - o que é verdade - serviu de alguma coisa? Questiono-me se estas pessoas mereciam mesmo ter tido esta oportunidade de irem para a Ericeira e se este é o exemplo que quem assiste televisão deve consumir num ano que foi tão difícil e intenso para todos nós.

Reforço que nem o canal de televisão, nem a produtora ou o processo de casting pelo qual passaram são responsáveis por eles, mas já chega de baixaria. Não estamos numa realidade assim tão mediática para, na passada terça-feira, dia 15, à tarde ouvir a Joana a dizer que tem que andar com seguranças por causa de um ex-colega.

Será que a justiça não está a funcionar ou eles vivem numa realidade paralela que eu não estou a perceber e não quero que os meus sobrinhos entendam como exemplo?

Se calhar, sou eu...