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Padre Borga confessa: "Passei dois anos a resistir, a dizer que não queria ser padre"

Numa entrevista intimista, o Padre José Luís Borga partilhou com Daniel Oliveira a sua visão sobre o celibato e os males do mundo, incluindo da própria Igreja Católica.

Após ter estado alguns anos ausente do pequeno ecrã, o Padre José Luís Borga surpreendeu tudo e todos, ao ser revelado como um dos concorrentes do programa "A Máscara", que foi transmitido pela SIC. Aliás, foi esse o pretexto para o eclesiástico ter estado em "Alta Definição", com Daniel Oliveira

No início da conversa, José Luís Borga fez uma viagem no tempo e recordou o momento em soube que ser padre seria o seu caminho: "Passei dois anos a resistir, a dizer que não queria ser padre", começou por contar, explicando que, aos 18 anos, entrou no seminário e seguiu as pisadas do irmão. "Não sou padre porque quero, eu aceitei o chamamento", acrescenta, assegurando que contou com o apoio dos pais.  

Sobre relações amorosas, o "Astronauta" de "A Máscara" afirma que "a paixão no sentido romântico nunca o arrastou": "Mesmo quando eu gosto mesmo de uma pessoa, sinto que seria empobrecedor, quer para ela, quer para mim, que essa relação fosse significativa na minha vida". 

"A vocação para o celibato é uma chamamento que temos de ver que é tão difícil como ser fiel a uma mulher", declarou, ainda. 

Nesta entrevista, o Padre José Luís Borga ainda refletiu sobre os males do mundo e, até, da própria Igreja Católica: "Deus escreve direito por linhas tortas. Esta pedofilia faz muito bem à igreja, sobretudo a uma igreja que está convencida que é perfeita. Na Idade média, era assim que a igreja se definia. Agora, nós percebemos que nos faz mal pensarmos isso de nós próprios. Não somos nada perfeitos. [...] O mal está vencido, mas ele faz parte da nossa história".