Inês Herédia fala sobre homossexualidade: "Ia contra tudo o que eu sempre quis"

Igor Pires
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A atriz Inês Herédia teve uma conversa emotiva com Fátima Lopes, no programa "Conta-me Como És".

Inês Herédia foi a convidada deste sábado, dia 19, de Fátima Lopes, no programa "Conta-me Como És". Numa conversa franca, a atriz, de 29 anos, abordou o trajeto pessoal e profissional.

No começo da entrevista, Inês Herédia afirmou que, antes de se assumir homossexual, tentou contrariar a orientação sexual, chegando a elogiar rapazes.

“O preconceito era meu. Eu não queria aquilo, achava que estava tudo errado, que ia para o inferno. Ia contra tudo o que eu sempre quis. Eu queria ser mãe, olhava à volta e queria ter uma família. Por isso, não fazia sentido ter uma mulher ao meu lado”, contou.

“Cresci num sítio em que isto [homossexualidade] não existe. É muito difícil as pessoas perceberem o que é viveres 18 anos sem saber que qualquer coisa existe. Eu sabia que havia qualquer coisa estranha comigo, mas não conseguia por uma etiqueta naquilo. Vivia na solidão”, explicou.

A atriz afirmou, ainda, que os pais foram, praticamente, os últimos a saber sobre a sua homossexualidade e que a aceitaram, sem nenhuma restrição: “O meu caminho teve de ser feito sem os meus pais saberem. Eles foram quase as últimas pessoas a saber. Hoje em dia, olho para trás e penso que foi uma estupidez. Eles podiam ter estado ao meu lado”.

“Achei que o meu pai ia ser a pessoa mais difícil. Ele disse-me ‘Inês, eu já passei por tanta coisa na vida… Isto para mim não é um problema'”, recordou. “E a minha mãe ficou chateada por eu não lhe ter contado, porque sempre partilhámos tudo. A reação dos meus pais foi de amor”, concluiu.

Em relação aos filhos gémeos, Luís e Tomás, que nasceram em dezembro de 2018, Inês Herédia recordou que viveu uma gravidez de risco e, por isso, passou um mês e meio de repouso. “Os tratamentos de inseminação são muito agressivos”, sublinhou.

(Re)veja a entrevista na íntegra