Manuel Luís Goucha: "Este foi o melhor presente de aniversário que poderia ter"

Manuel Luís Goucha recebe presente de aniversário muito especial
Manuel Luís Goucha recebe presente de aniversário muito especial
Manuel Luís Goucha aproveita o Natal fora do país
Manuel Luís Goucha tem uma nova mascote e não acreditar no nome escolhido!
Manuel Luís Goucha emocionado junto dos fãs

O apresentador completou 64 anos no passado dia 25 de dezembro e recebeu um presente de aniversário muito especial.

Como vem sendo habitual, Manuel Luís Goucha aproveita para viajar para fora do país na época do Natal, data em que celebra o aniversário.

Este ano, o apresentador do "Você Na TV" teve direito a um presente muito especial, conforme contou no blogue "Cabaret do Goucha": visitou a última casa onde viveu Charlie Chaplin, agora transformada em museu, na Suiça.

"Sou daqueles que cresceram a ver o 'Museu do Cinema' na Televisão, apresentado pelo sapiente e efusivo António Lopes Ribeiro acompanhado ao piano por António Mello, este tímido a ponto de lhe ouvirmos apenas um sussurrado 'boa noute'. Delirava com o Charlot, criação maior de Charles Chaplin, a ponto de querer saber tudo sobre quem vestia essa terna e 'vagabunda' personagem, que mais parecia saída do universo de Dickens. Por isso cresci a querer acompanhar tudo quanto ele fazia enquanto actor, escritor, realizador e, fiquei agora a saber, também compositor, já que são da sua autoria algumas das bandas dos seus filmes sonoros", começou por revelar o apresentador, que viajou com o marido, Rui Oliveira, para Corsier-sur-Vevey, na Suíça, onde Chaplin viveu os últimos vinte e cinco anos da sua vida.

"Desde 2016 podemos entrar neste que foi o seu ultimo lar (de Oona O’Neill, a sua última mulher e dos oito filhos que com ela teve) agora transformado em museu. Imagine-se a balbúrdia ou alegria daquela casa se à numerosa família acrescentarmos o pessoal de serviço (um mordomo, um motorista, duas 'babysitters', algumas empregadas de quarto, uma cozinheira, e sua respectiva ajudante, e uma equipa de jardineiros), mais ainda os ilustres visitantes que estavam sempre a chegar, as maiores celebridades do mundo das artes, das letras e da sociedade internacional. Chaplin gostava de receber mas Oona impacientava-se por vezes com a demora das estadas, lembrando o que sua mãe dizia: 'as visitas querem-se como os bolos, ganham ranço quando com muitos dias!'", relata, ainda, Manuel Luís Goucha.

O apresentador acompanhou a publicação no blogue "Cabaret do Goucha" com inúmeras fotografias captadas naquele museu, como a da mesa que "continua elegantemente posta para o convívio, como se a família se fosse sentar para a refeição do dia. (...) A magia do local faz-nos sentir visita da casa, junto a Chaplin e a Oona, presentes em muitos dos cómodos, não só através do mobiliário original, dos livros, das cartas, das partituras…, de inúmeros objectos pessoais, que ali ficaram tal qual como quando tinham serventia, como pelas suas próprias figuras em cera recriando cenas do quotidiano. Idêntico empolgamento sente-se caminhando pelos jardins com vista para as montanhas ou nos estúdios ali montados ao lado, onde em cenários replicados podemos 'protagonizar' cenas icónicas dos seus filmes mudos".

Manuel Luís Goucha acaba a fazer uma revelação inédita: "Chaplin odiava o Natal, foi a própria filha Geraldine que mo disse quando com ela conversei há 25 anos, também por esta altura, no programa 'Momentos de Glória'. Em chegando a hora, quando todos já eram grande algazarra, o génio afastava-se, recolhendo-se no escritório ou no quarto, sempre com Othelo, o seu gato preto, por perto. A família porém não deixava que ele estragasse a festa … até àquela noite de 1977. Ironia das ironias, Chaplin morreria na noite de Natal".

No final, o apresentador assume que este foi um presente inesquecível. "Para mim, que adoro o Natal e toda a sua magia, se bem que haja quem pense o contrário (vá-se lá a saber porquê!), este foi o melhor presente de aniversário que poderia ter", concluiu.

Não se esqueça de ver as imagens na galeria que preparámos para si.