Entrevistas

Dia da Mãe. Catarina Miranda revela a conversa mais delicada que teve com o filho

Catarina Miranda aceitou o desafio da SELFIE e respondeu ao nosso quiz relacionado com o Dia da Mãe, que se assinala este domingo, dia 1.

A comentadora do "Big Brother - Desafio Final", da TVI, Catarina Miranda tem um filho, Manuel, de nove anos, e, neste quiz alusivo ao Dia da Mãe, que se celebra este domingo, dia 1, fez revelações inéditas sobre a maternidade.

O que mudou desde que foi mãe?
Independência. A partir do momento em que somos mães, deixamos de ser só nós (indivíduo) e passamos a ser "nós", eu e o meu filho. Claro que temos tempo para nós, devemos ter tempo para nós, mas o nosso coração muda, as prioridades (pelo menos, logo no imediato e nos primeiros anos), mudam.

Há algum momento que guarde com especial carinho?
Não consigo escolher um, tenho vários. Desde o batizado, à primeira festa na creche, a primeira viagem de avião, os primeiros passos ou a primeira vez que disse "mãe"…  São momentos que ficam para sempre.

O nome do seu filho foi escolhido por si?
Por mim e pelo pai.

Qual a conversa mais delicada que já teve com ele?
A separação. Foi, talvez, o momento mais difícil. Na altura, o Manuel ainda era pequeno e explicar a uma criança de quatro anos que ia ficar uma semana com a mãe e outra com o pai, quando estava habituado a estar com os dois, e muito tempo comigo, foi difícil e duro para todos. Mas como o pediatra disse, naquele momento, "não há altura perfeita para falar de uma separação".

O que costuma fazer, frequentemente, com o seu filho?
Fins de semana fora, caminhadas, andar de bicicleta, jogar padel, ir ao cinema, teatro, visitar museus, explorar a natureza, jogos de tabuleiro, praia, piscina... Nós não paramos (risos)!

O que é que gostava muito de fazer com ele, mas ainda não teve a oportunidade?
Ir à Disney, em Paris. Está prometido para este ano.

Defina-se enquanto mãe.
Presente, protetora, carinhosa, brincalhona, divertida, imperfeita e stressada.

A personalidade do Manuel é parecida com a sua?
Muito pouco. Dizem que o Manuel é a minha cara, mas, no que toca ao feiti,o não temos nada a ver. Por exemplo, o Manuel não gosta de perder, nem a feijões, tudo é uma competição e não dá o braço a torcer. Não sou nada assim.

Abdicaria de tudo por ele?
Depende da situação. Esta é aquela pergunta que imagino que muita gente responderá "claro", sem pestanejar, e eu também digo que sim, mas se a situação assim o exigisse. Muitas mulheres procuram o título de "melhor mãe do mundo". Não procuro, porque estou longe de o ser. Aliás, o que é isso de ser "mãe perfeita"? Muito subjetivo, na minha opinião. Tenho dúvidas, receios, também falho, por isso, não só não procuro esse título, como também, certamente, não o iria ganhar. Uma decisão que passe por abdicar de tudo pelos filhos tem consequências. Tem de ser algo bem ponderado, porque, no limite, os filhos crescem e seguem o seu caminho. Podemos pensar: "Larguei tudo por ti". E eles responde: "Porque quiseste. Não pedi." E têm razão. Somos mães, mas também somos mulheres. A nossa felicidade é a felicidade dos filhos. Não somos piores mães por pensarmos em nós. Tenho um lema: "Pais felizes, crianças felizes."

Como costuma celebrar o Dia da Mãe?
Almoço de família com a minha mãe e com os meus irmãos, sobrinhos e primos.

Gostava de ter mais filhos ou já não pensa nisso?
Depois de ter sofrido um aborto, não voltei a pensar no assunto.

Relacionados