Big Brother

Dia da Mãe. Bernardina Brito revela o momento mais marcante que viveu com os 2 filhos

Bernardina Brito aceitou o desafio da SELFIE e respondeu ao nosso quiz relacionado com o Dia da Mãe, que se assinala este domingo, dia 1.

A ex-concorrente de reality shows, como "Casa dos Segredos", "A Quinta - O Desafio" e "Big Brother - Duplo Impacto", da TVI, Bernardina Brito abriu o coração sobre a maternidade, neste quiz alusivo ao Dia da Mãe, que se celebra neste domingo, dia 1.

Bibi, como é carinhosamente conhecida, tem dois filhos, Kévim, de sete anos, fruto da relação já terminada com Tiago Ginga - que também participou em formatos do género -, e Kyara, de quatro, fruto do atual relacionamento com Pedro Almeida.

O que mudou desde que foi mãe?
Deixei de pensar só em mim. A minha prioridade são, sempre, eles. Mudou, também, o facto de a minha cabeça estar sempre noutro lugar, por estar sempre a pensar se eles estão bem, se está tudo a correr bem. Outra coisa que mudou foi, por exemplo, ir às compras e já vou direta à secção das crianças. A responsabilidade e a dinâmica do dia a dia.

Há algum momento vivido com os seus filhos que guarde com especial carinho?
Sim, até aqueles em que estamos "chateados" com eles, por se estarem a portar mal. Tenho muitos momentos especiais com os meus filhos e, às vezes, bastam pequenas coisas, como frases e expressões, que, por exemplo, a pequenita, de quatro anos, diz. Ela é muito espontânea e diz coisas sem estarmos à espera. Mas o momento que me marcou mais foi poder batizá-los juntos e conseguir reunir as três famílias, a minha, a do Tiago Ginga e a do Pedro, num ambiente muito agradável. Foi o momento mais marcante.

Os nomes foram escolhidos por si?
Kévim acabou por ser escolhido, um bocado, à força da pancada (risos). Não! Eu explico: o Tiago, na altura, queria Martim e eu queria algo como Enzo, uma coisa assim do género, diferente. Depois, fizemos uma lista enorme, cada um. Eu, na sala, e ele, no quarto. Depois, fomos ver as listas e nada batia certo, nenhum gostava das hipóteses do outro. Lá andámos e encontrámos Kévim. Acho que ficou assim, porque o Tiago deu o braço a torcer (risos). Por isso, sim, fui eu que escolhi. Em relação à Kyara, o meu Pedro não pôs muitos problemas. Decidimos, logo no início da gravidez. "Se for menina, tens toda a liberdade para escolher. Se for menino, tenho eu", disse-me. Tive sorte, veio menina e fui eu que escolhi. Quis que ficassem os dois com nomes começados pela letra k.

Qual a conversa mais delicada que já teve com os seus filhos?
Eles são muito agarrados à minha mãe, avó materna, principalmente o Kévim, porque passou uma boa fase do crescimento dele, com ela. Sempre que vamos ao Norte, depois, quando regressamos, fica tudo a chorar. Fica a avó lá e os netos, no carro, mais ou menos até Aveiro. Depois, passa, ainda bem que é só até ali à zona de Aveiro (risos). A conversa mais delicada passa por aí, o facto de eu tentar explicar-lhes que, um dia, a avó, que vai ficando cada vez mais velhinha, vai partir, para o céu. Para eles, sem dúvida alguma, é, assim, um drama muito grande.

O que costuma fazer, frequentemente, com os seus filhos?
Muita coisa! Gosto muito de preparar surpresas. Claro que não podemos estar sempre a fazer isso, mas gosto de ir passar fins de semana fora com eles ou ir a parques ver animais, por exemplo. No entanto, o Pedro trabalha ao fim de semana e nem sempre pode tirar folgas. O Kévim agora, como já está no primeiro ciclo, também não pode faltar à escola e, às vezes, traz muitos trabalhos de casa. Quando não podemos fazer essas coisas, vamos passeando aqui por perto, vamos à praia, andamos de bicicleta, de skate.

O que é que gostava muito de fazer com eles, mas ainda não teve a oportunidade?
Viajar. Ainda não consegui, porque eles são muito irrequietos (risos). Não é fácil irmos, assim, para um país diferente, com duas crianças. Quando digo que são muito mexidos, são muito mexidos, mesmo, ao ponto de, ao fim de três, quatro horas, uma pessoa estar esgotada (risos). Talvez ir à Disney... o Kévim já pede muito. Mas eu gostava de levá-los a um sítio paradisíaco, mas não muito longe, até porque seria a primeira viagem. Talvez uma ilha espanhola, com um hotel que tivesse escorregas e assim.

Defina-se enquanto mãe.
Sou uma mãe muito agarrada. Agarrada demais, até (risos). Há quem diga, malta aqui da família, que já devia ter cortado, um bocadinho, o cordão umbilical (risos). Sou muito protetora, muito apaziguadora. Sou, também, uma mãe a quem os filhos dão a volta, facilmente (risos). Mas, sem dúvida alguma, considero-me uma mãe que não faz mais, porque, realmente, não há mais nada para fazer!

A personalidade deles é parecida com a sua?
Acho que não. A do Kévim é uma mistura da minha e da personalidade do pai, em algumas coisas. Amua facilmente, faz um drama para chamar à atenção. Aí, veio buscar, um bocadinho, à mãe. Mas também faz parte da idade. A Kyara é mais parecida com o pai. Até mesmo em certas expressões. Pai e avô paterno. Às vezes, é difícil analisarmos os feitios dos nossos filhos.

É difícil ser mãe de um filho de pais separados? Ou, no seu caso, sente que isso não foi um problema, no que diz respeito, por exemplo, à educação do seu filho?
No início, há cerca de seis anos, achei que ia ser complicado. Que podia, até, ser malvisto pela sociedade. Era o meu medo, até porque sempre cresci com os meus pais. Depois, fui-me habituando. O Pedro conheceu o Kévim, quando o bebé tinha 18 meses. Desde aí, é a presença paternal, apesar de ter bem ciente de que o pai é o Tiago. E dão-se muito bem. Mas há um amor muito grande entre o Kévim e o Pedro. Mas não, não senti dificuldade alguma. Na questão da educação, também não. Não é por a Kyara ser filha de sangue do Pedro e o Kévim não que ele trata melhor um do que outro. Tanto é "frio" para a filha, como para o meu Kévim. Quando tem de dar razão a quem tem razão dá e vice-versa. O que é para um, é para o outro. Tentamos pôr, também, o Tiago a par de tudo. Ele, também, faz parte deste processo educativo. Estamos, sempre, em contacto.

Abdicaria de tudo pelos seus filhos?
De tudo, mesmo. Tudo o que possam imaginar, só para os ver bem de saúde, felizes. Dava o corpo, a alma, a vida. Tudo por eles!

Como costuma celebrar o Dia da Mãe?
Sempre com alguma surpresa, preparada pelo Pedro. Realço sempre, também, a minha mãe, que é uma grande mãe, uma grande avó e uma grande mulher. Se sou o que sou, foi porque tive alguém que me ensinou a ser assim. Já agora, aproveito para dizer que estou à espera de surpresas. Se não vierem, vou ficar triste (risos).

Gostava de ter mais filhos?
Não sei se gostava. Como posso explicar… Gostar, acho que há sempre aquele gostinho. É como a casa do "Big Brother", ficamos sempre com saudades de lá voltar. Ficamos sempre com saudades de ouvir a "Voz". Na gravidez, é igual. Fica sempre a saudade de voltar a ter aquele barrigão, de voltar a dar de mamar, de voltar a pegar numa coisa tão pequenina, que é nossa. Mas, de momento, não. Nem pensar (risos). Como disse, os meus filhos são muito agitados. Não vinha mesmo a calhar. Mas quem sabe? Sou tão nova, tenho 28 anos. Quando eles forem maiores, se me bater aquela saudade muito grande, até posso vir a ser mãe de um terceiro filho. Nunca digo nunca.

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