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Nuno Rogeiro sobre acidente do filho: "Gostava de ter sido atropelado em vez do António"

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Nuno Rogeiro recordou o atropelamento que deixou o filho António à beira da morte.

Nuno Rogeiro esteve no "Programa da Cristina" e recordou o atropelamento do filho, em fevereiro de 2020, que deixou António, de 25 anos, entre a vida e a morte. 

"Felizmente, está quase recuperado. Ontem, estava, pela primeira vez, sem muletas. Ainda tem um longo período de recuperação, vai ter de andar de muletas durante algum tempo", contou o comentador político.

Depois, Nuno Rogeiro relatou o que aconteceu na noite em que António foi atropelado, quando circulava numa passagem para peões, na Avenida das Forças Armadas, em Lisboa. "Estávamos à espera do António para jantar. A Daniela e a minha filha viram uma grande confusão. (…) Viram uma pessoa ao longe no chão, inanimada. Voltaram para casa e disseram que era uma coisa horrível, porque a pessoa não se mexia e pensaram: 'coitado, está morto'", recordou, contando que, pouco tempo depois, recebeu o telefonema com a notícia.

"Foi uma noite que vai ficar para a história, fez-me mudar um bocado a perspectiva de tudo (…) teres uma pessoa que é tudo para ti e, de repente, desaparece ou corre o risco de desaparecer…", assegurou o comentador político.

"A primeira pessoa a vê-lo foi a Daniela, ainda ele estava a ser cosido. Ficou com a cabeça feita num bolo. Não vou contar quantos fragmentos de vidro tinha, porque foi a três metros e caiu outra vez sobre o carro, partiu a parte do pára-brisas e perdeu um litro de sangue", prosseguiu Nuno Rogeiro, descrevendo que António foi, depois, foi transferido para outro hospital para ser operado a uma perna, "para não ficar deficiente para a vida".

Sobre a pessoa que atropelou António, Nuno Rogeiro disse que este lhe telefonou, mas que a conversa foi "estranha", "curta" e "seca". "Começou por me dizer que tinha, também, perdido um filho num acidente. Não sei com que sentido isso me foi dito, mas isso só faz com que se tenha mais consciência. Só sei que ele interrompeu a vida normal de um miúdo que tinha como consciência servir o país", assegurou Nuno Rogeiro, antes de afirmar: "Gostava de ter sido eu atropelado em vez do António. Tive pena de não ter sido eu. Não me parecia justo na altura que um miúdo de 25 anos, que está a começar a vida, acabasse de repente assim."