Joana Diniz recorda passado de violência doméstica: "Senti mesmo que iria ficar ali"

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A ex-concorrente da "Casa dos Segredos" esteve à conversa com Fátima Lopes e acabou a fazer revelações surpreendentes.

Joana Diniz recordou a relação conturbada que viveu, na qual houve até episódios de violência doméstica, frisando que não se tratar de Igor Sanchez, pai da filha Valentina, de seis meses.

"Aquilo já não era amor, aquilo era uma doença que a pessoa tinha. Já não me amava […] a primeira vez que aconteceu [agressão] eu fiquei em choque, não estava à espera daquela atitude", contou, antes de relatar o que aconteceu: "Eu estava a tomar banho e saí do banho e foi aí. Dou-me bem com os meus amigos e a maioria são homossexuais. Tinha um amigo, com quem sempre dancei, que me cumprimentava sempre com um beijinho na boca quando chegava ao pé de mim. Já o conhecia há anos. Fomos sair à noite com esse meu amigo, que até faz shows de travesti - é homossexual assumido -, ele deu-me um beijinho na boca e o outro estava um bocadinho com os copos. Na noite correu tudo muito bem e, quando chega a casa, foi aquele desfecho."

Fátima Lopes quis saber porque a jovem não fez queixa na polícia ao que Joana Diniz respondeu que tinha "vergonha" por ser figura pública: "Sempre escondi […] durante meses deitei-me com uma pessoa onde o respirar já me fazia confusão. Tinha medo dele."

Depois, assumiu: "Assustei-me duas vezes. Uma vez foi de carro, porque ele começou a acelerar e começou a dizer 'eu vou, mas tu vais comigo'. Cheguei a casa em pânico. Outra vez foi na primeira vez que aconteceu, senti mesmo que iria ficar ali."

A ex-concorrente da "Casa dos Segredos" recordou, ainda, o período mais dramático que viveu a partir do dia em que descobriu que estava grávida. Na altura, já separada do pai da filha Valentina, Joana Diniz afirmou que contou apenas com a ajuda preciosa da mãe e de uma amiga. 

"Só engordei cinco quilos, não comia, porque não conseguia", afirmou, lembrando a luta da mãe, na mesma altura, contra um cancro da mama: "A Valentina nasceu com 34 semanas e 4 dias. Tive uma gravidez extremamente nervosa e com muita ansiedade, a oxigenação já não estava a chegar ao cérebro. Uma vez estava a sair de casa e comecei a perder um líquido. Fui ao hospital de Vila Franca [...] e até os médicos me disseram que, se não tivesse ido ao hospital, supostamente, o que aconteceria, provavelmente, é que a minha filha não estivesse cá."