Fátima Lopes revela que sofreu de bullying: "Perguntava-me todos os dias quanto tempo iria aguentar"

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Através do blogue Simply Flow, a apresentadora recordou a sua primeira experiência profissional, na qual foi vítima de bullying.

Quando terminou a faculdade, Fátima Lopes integrou uma empresa estrangeira, assumindo o cargo de responsável de marketing, mas nem tudo correu bem.

"Estava em fase de formação e embora nunca me tenha sentido muito à vontade com aquele que era o meu chefe e diretor da dita empresa, achava que era só uma impressão que iria passar. [...] Aos poucos o senhor foi-se revelando. Sempre que me chamava ao gabinete, eu saía transtornada.  Os gritos ouviam-se cá fora. A imagem física dele não ajudava. Era muito alto, com um ar imponente, nunca sorria e parecia trespassar-me com o olhar. Começava sempre com uma pergunta qualquer que, independentemente da minha resposta, era seguida de vários atestados de incompetência e estupidez. Sim, fazia bullying no trabalho. Tudo lhe servia. Diariamente tinha de ter uma vítima. Eu não era a única! Havia sempre alguém que ele chamava aos berros e que já sabia que ao entrar naquele gabinete, onde as conversas aconteciam quase sempre de porta aberta, ia ser humilhado, enxovalhado e mal tratado. Era impossível manter a auto estima com um chefe assim ou melhorar a confiança no nosso trabalho", começou por recordar.

Começou a tornar-se cada vez mais difícil aguentar esta situação, que acabou com Fátima Lopes a entregar a carta de demissão: "Perguntava-me todos os dias quanto tempo iria aguentar aquele ambiente. [...] Chegou a um ponto em que aos domingos à noite, já entrava em ansiedade. A minha médica de família mandou-me ficar de baixa, para proteger a minha saúde emocional. Assim fiz, mas assim que chegou a data de regresso ao trabalho, tudo se repetiu. Sempre lidei mal com gritos e com gente que grita. Andava sempre triste, o que não joga nada comigo que sou uma alma alegre e bem disposta. Até que um dia, depois de conversar com o meu ex-marido, decidi que, mesmo sem alternativa, ia despedir-me. Preferia arriscar a ficar ali a destruir-me. [...] A exigência daquela criatura trouxe-a comigo e também, por isso, hoje sou melhor profissional. Comportamentos deste tipo, nunca mais os permiti a ninguém."

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