Patrícia Matos: "A carta de amor que nunca recebi (mas gostava)"

Entrevista exclusiva com Patricia Matos
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Recém-regressada ao "Diário da Manhã", depois de ter estado afastada devido a uma bactéria, Patrícia Matos assinalou o Dia dos Namorados, publicando uma verdadeira carta de amor.

"A carta de amor que nunca recebi (mas gostava)". Foi este o título escolhido pela pivô das manhãs para uma longa reflexão sobre o amor e as relações a dois, no blogue Deve Ser De Mim.

"Amor é… Simplicidade. Sem artifícios, sem pavoneios, sem status. O amor é o que acontece quando duas pessoas se encontram e se olham, sem nuvens. Quando dizem ‘sim’ ou ‘não’, sem ‘talvez’. Quando dizem ‘vamos’ em vez de ‘logo se vê’. Quando a cor dos dias é branco ou preto. Apenas. Sem matizes. Sem segredos nem truques. Cativante, de simples que é. Chega até a ser básico de tão pouco que precisa para viver. Amor é… Vontade. Quando se quer e se faz acontecer. Quando se tenta e não se desiste. Quando a distância encurta e se transforma em passos. Quando se dá a volta ao mundo em segundos e está sempre tudo por ver, tudo por conhecer, acontecer e descobrir. Aqui ou no fim do mundo. Amor é… Reciprocidade. Não é só um ‘eu também’ em resposta ao ‘adoro-te’. É a vontade mútua de querer continuar uma viagem. É espirito mas sobretudo presença. Completar uma mão com a outra. Cuidar. Saber se se está bem, se se chegou bem, se se dormiu bem. É pão fresco pela manhã, um jantar inusitado, um jornal comprado ao fim de semana. Um livro lido em silêncio e comentado, aos poucos. Amor é… Humildade. Diz ‘desculpa’, ‘gosto de ti’, ‘preciso de ti’ sem obrigação nem constrangimentos. É quando somos melhores ao lado de alguém e quando o mundo também se torna um sítio impressionante. É quando errar e aprender se tornam lições sem dor. E um abraço é a melhor parte do dia. Amor é… Desejo. É aquela pessoa e só ela. Com as imperfeições, fraquezas, limitações. É querer, todo o tempo, a qualquer momento. É acordar ao lado da pessoa e não querer estar em mais lado nenhum, naquele instante. É viver tudo a que se tem direito. É pele com pele. Amor é… Orgulho. Incentivar a mais, a melhor, a lutar sempre mesmo sem conseguir, às vezes. É estar na primeira fila ou no canto da sala, a rebentar de orgulho. Ter os olhos a brilhar e não ter vergonha que alguém veja. É lembrar que ‘tu consegues, levanta-te e vai’. É encher o peito de ar e dizer ‘é minha’. Amor é… Respirar. É sorrir. É acrescentar vida. É dar vida aos momentos, aos dias, aos anos, à vida. É paz. É perceber que está tudo bem, onde deve estar. É dar vontade de estar, de correr, de apanhar um avião e fugir, de atestar o carro e partir sem destino, é furar uma fila de trânsito para chegar mais cedo e ter mais tempo, ali. É repousar no abrigo que são os olhos e os braços de alguém. É respirar e perceber que se tem os pulmões cheios de ar. Permitir que esteja tudo bem… Porque está tudo bem. Amor é isto e mais. Amor… És tu", pode ler-se.