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Ana Sofia Cardoso: "Quero perceber o porquê do fascínio por Fátima"

Ana Sofia Cardoso na Selfie

A Selfie esteve à conversa com Ana Sofia Cardoso, para saber tudo sobre o "retiro espiritual" da jornalista da TVI, em Fátima. Até o próximo sábado, dia 9, Ana Sofia Cardoso, que se assume como não-crente, vai pôr à prova as suas convicções.

Acabou de embarcar num retiro espiritual. Como é que esta ideia surgiu?

Há uns anos que tinha vontade de ir a Fátima. A ideia foi nascendo à medida que ouvia testemunhos de pessoas, crentes e não crentes. Os relatos sobre a experiência, sobre a forma como se sentiam e como era importante fazer a peregrinação todos os anos foram suscitando a minha curiosidade.

Quais são as suas expectativas?

Vou de mente aberta. Em exploração de emoções. Numa tentativa de perceber a devoção por Fátima. E vou também em retiro espiritual. Quero aproveitar estes 5 dias para parar. Para pensar. Para introspeção.        

Tendo em conta que não é crente, o que é a fez querer passar cinco dias em Fátima?

Quero perceber o porquê do fascínio por Fátima. Porque é que milhares e milhares de pessoas dizem sentir-se em harmonia, em Fátima. Não sei se é apenas pela Fé ou se é também pelos motivos que levam os crentes a Fátima. Acredito que estar num local onde todas as pessoas, ou pelo menos a maior parte, está a pensar no Bem, pode fazer a diferença. Pode ser isso que leva as pessoas a sentir algo diferente e especial, em Fátima.  

Foi para Fátima com um grupo de amigos. Chegou a pensar em viver esta experiência sozinha?

Vou integrada num grupo de jovens. Faz sentido ir com quem vou. Uma das minhas melhores amigas, a Cátia Catarino, partilha do mesmo desejo e da mesma vontade. E quando surgiu a oportunidade, dissemos logo que íamos. Chegou numa boa altura. Ainda por cima na companhia de pessoas que me fazem sentir bem, que dão sentido à minha vida e que me fazem tentar melhorar todos os dias. Amigos com quem partilho momentos de muita felicidade, mas também momentos mais tristes e difíceis. 

Acredita que esta experiência pode transformar as suas convicções, no que toca à religião?

Não sei. Vou de mente aberta. À descoberta. Sem preconceitos.  

O que é que procura encontrar nesta viagem?

Amizade e admiração pela vida.