Fátima Lopes fala sobre a infância em Moçambique: "A cor da minha pele era um obstáculo"

Ana Albernaz
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A apresentadora recordou a sua infância passada em Moçambique, num texto publicado no seu blogue.

A apresentadora do "A Tarde É Sua" afirma que "falar de amizade não é uma tarefa fácil. As palavras nem sempre fazem justiça ao sentimento e ele é demasiado nobre para ser tratado aquém do que merece", a propósito dos " laços fortes" que criou "com a garotada do bairro" quando chegou ao país, apesar de, no início, a cor da pele ter sido um obstáculo. "Lembro-me de não ter ninguém da minha turma para brincar no recreio, porque era branca", conta Fátima Lopes, que teve a ajuda da mãe para resolver o problema. 

Fátima viria a criar uma forte amizade com uma menina, a Maninha, "que era um verdadeiro exemplo para mim. Super inteligente, com uma facilidade de aprender incrível, um sorriso contagioso e uma fibra única. Apesar de franzina, ninguém fazia farinha com ela. Virava a boneca com injustiças ou com gente gozona. Ficou-me registado e passei a fazer o mesmo", descreve a apresentadora da TVI que, ao regressar a Portugal. reencontrou as "amigas da praceta". "Era com elas que me ria, que brincava, que fazia as minhas confissões, que partilhava as dores da descoberta do amor", desvenda no blogue Simply Flow.

A apresentadora confidencia ainda que sempre teve amizades fortes ao longo da vida e que se mantém há décadas na sua vida. "Gente que caminhando ao meu lado ou às vezes um pouco atrás, ria e chorava comigo. Os verdadeiros amigos são frontais, leais, transparentes, cuidam de nós com amor e carinho. Sentem-nos dentro do coração e a nossa felicidade é para eles tão importante quanto a deles", considera Fátima Lopes que enaltece ainda: "Os verdadeiros amigos não cobram. Percebem-nos e aceitam as nossas incapacidades e fragilidades. Isso não é dizer amém a tudo. Pelo contrário, quem nos ama, orienta-nos".

A terminar, a apresentadora refere também que alguns amigos passaram para a categoria de família do coração. "Não são a família onde nasci, mas a família que escolhi e amo-os da mesma maneira", afirma, concluindo: "Viver sem amigos é ter parte do nosso coração às escuras e um coração assim nunca será feliz".